Wednesday, February 03, 2010

Precauções

Esta semana ouvi uma frase do jornalista Túlio Millman na Rádio Gaúcha de Porto Alegre com a qual concordo plenamente. Disse ele que as pessoas, assim como os computadores, deviam ser liberadas de exercer qualquer atividade fisíca acima de determinada temperatura.

E esse é o caso dos dias que estamos vivendo em Porto Alegre neste verão. Com temperaturas acima dos 33 graus e sensação térmica na faixa dos 40, não há a mínima condição de se exercer qualquer atividade fisíca, fora, talvez, dos ambientes com ar condicionado ou dentro de uma piscina.

No caso de Porto Alegre a explicação é simples: nossa cidade tem baixa altitude, situa-se ao nível do mar, é cercada por morros altos e ladeada por um grande rio, o Guaíba. Tudo isso faz com que a umidade do ar atinja altos índices, os quais, somados às temperaturas elevadas e a ausência de ventos, tornem o ar quase irrespirável nos verões.

Já é tradição que a maioria da população abandone a cidade nessa época. No verão Porto Alegre desertifica-se - tanto no sentido de abandono como atmosférico. Para os que ficam, não há a menor condição de se exercer qualquer atividade física mais intensa ao ar livre e, qualquer tentativa bem intencionada nesse sentido, logo se torna algo semelhante a estar em uma verdadeira sauna, fazendo com o "vivente" sue às bicas.

Existe algum sinônimo para "hibernar", no sentido de suspender as atividades corporais, no verão? Confesso que não sei, mas seja qual for o nome, é o mais recomendado para quem mora em Porto Alegre nessa época do ano aqui.

Tuesday, January 12, 2010

Desinteligências...

Sempre cobrei do meu povo um certo exercício diário dessa capacidade que nos torna afinal, diferente dos demais animais: a racionalidade, a capacidade de pensar. Pode parecer que estou chovendo no molhado. Ledo engano! Qualquer ser pensante se surprende com o número reduzidos de pares - ou seja - de outros seres pensantes.

Para a grande maioria vale o efeito manada: fazem tudo o que se espera de um rebanho, a mera repetição sistemática de atos e gestos que são executados e seguidos sem a menor reflexão. Usam as roupas que a maioria usa, as palavras e expressões, as gírias, tomam as mesmas atitudes, estão, por assim dizer, na moda.

Eu costumo dizer que sou um cara fora da moda. E não só no senso estético da expressão, mas no sentido de que não me agrada fazer ou deixar de fazer nada só para acompanhar um hábito generalizado. Há pouco um menino que conheço disse que eu escrevo empregando um português arcaico, porque segundo seu modo de ver as coisas eu escrevo diferente da maioria.

É verdade! Não fui contaminado pelo internetês, nem pelo simplismo da construção de algumas frases freitas usadas pela maioria. Costumo me expressar usando mais do que os quinhentos vocábulos usados pelos membros dessa nova geração - número que excede um pouco a possibilidade de compreensão de um símio ou cão.

Quer dizer, ainda estamos um pouco acima da escala dos irracionais. Mas não se desesperem, rapidinho chegaremos lá...

Sunday, December 20, 2009

A Conferência da Imbecil Diversidade

Reunidos pretensamente para salvar o planeta em Copenhague, a COP 15 – Conferência Mundial sobre o clima das Nações Unidas – fracassou por dois motivos básicos: não há nações unidas e os motivos que levaram os dirigentes do mundo livre e não livre ao conclave nunca foi a preocupação com o clima. Coloboraram para isso uma plêiade de atores que povoam o cenário mundial.

Começando pelo ator local, nosso molusco presidente, o apedeuta, que nem sabe da maioria daquilo que lê nos discursos preparados pela sua despreparada assessoria, que foi a Copenhague tentar fazer emplacar o marionete Dilmão. Com olhos em 2010, pela necessidade de manter a cumpanheirada no poder e fazer o sucessor que garantirá que não se levantem os tapetes do Planalto, Lula preparou o palco para a sua despreparada candidata. Todo mundo viu no que deu…

Obama foi a Copenhague com a corda no pescoço, embrulhado na tentativa de fazer passar um plano de saúde rejeitado pela direita reacionária americana derrotada no processo eleitoral e com a sua popularidade em queda livre. Obama carrega vários fardos: uma economia devassada deixada pelo “sábio” Bush, um país envolvido em duas guerras perdidas e, principalmente, o fato de ter sido eleito como um salvador da pátria.

A China foi a Copenhague disposta a não abrir do seu ovo de colombo: a economia de mercado. Depois de décadas sob o domínio de Mao e do mal, o gigante oriental descobriu que pode ganhar muito dinheiro vendendo quinquilharias para um ocidente sedento delas. Agora não quer abrir mão do seu sagrado direito de fazer e vender porcarias.

E o eixo dos imbecis – Castro, Chaves, Evo, Rafael e etc – foram a Copenhague na firme disposição do se manter no quanto pior melhor, dispostos a fazerem com que não se fizesse coisa nenhuma. O fracasso de Copenhague representa o sucesso do modo de pensar dessa gente.

E esse foi o resumo da ópera. Agora vamos ficar aguardando pelo aquecimento global, aumento do nível do mar e da estupidez humana neste planeta que vai aos poucos chegando ao seu epílogo…

Sunday, December 06, 2009

Loser

Eu tenho pena do técnico de futebol Celso Roth. O cara sabe tudo de técnica, sabe montar um time como ninguém, só tem um grande defeito: perde tudo o que disputa. Esteve no Grêmio e perdeu tudo o que disputou (copa do Brasil, Libertadores, Sulamericana, campeonato Gaúcho e Brasileiro).

No ano passado, conseguiu o feito inédito de perder um campeonato depois de estar com onze pontos de diferença sobre o segundo colocado. Hoje escuto a notícia de que acaba de ser demitido do Atlético Mineiro - que saiu da condição de líder do campeonato para a de sétimo colocado e fora da zona de classificação para a Libertadores da América.

Hoje também ocorre a rodada final do Brasileirão com o discutido jogo final do Grêmio contra o Flamengo. O cinismo correu solto de ambas as partes, dos colorados querendo uma lealdade que não existe e nunca existirá e de alguns gremistas afirmando que a equipe se empenhará para dar o título máximo ao rival (sonho de uma noite de verão).

A polêmica serviu também para desmascarar algo que a maioria já sabe: que a quase totalidade da crônica esportiva do estado é descaradamente colorada. Até acho normal, cada um torce para quem quer, mas não me venham como papos de uma uma neutralidade que não existe.

Thursday, November 26, 2009

Sentimentos

O sentir basicamente se opõe à razão. Isso não quer dizer que todo o sentimento seja irracional, mas que todo o sentimento não precisa da aprovação da razão, ou de nenhuma lógica que não seja o do próprio sentir. Essa liberdade é que nos possibilita, por exemplo, gostar de alguém à primeira vista - essa afeição nascida no primeiro olhar resiste a qualquer tentativa de uma explicação lógica que o valide.

Eu costumo dar muito valor aos meus sentimentos. Até mesmo para aqueles sentimentos que invadem o terreno reservado primordialmente para a razão, para a lógica. Gostar por gostar, ou desgostar por desgostar é o típico caso disso que falo. Normalmente uso uma figura metafórica para explicar o inexplicável: digo que tal coisa ou pessoa "não me cheirou bem". É o uso indevido do sentido do olfato.

Pior - ou melhor - é que dificilmente me engano - e não afirmo apenas por retórica, mas baseado nessa minha "inexplicável sensibilidade olfativa" que quase sempre acerta nos seus palpites sobre o caráter da coisa ou pessoa julgada. Assim foi com várias personalidade importantes da nossa época: Bush, Chávez, Lula, Tarso, Delúbio, Dilma e tantos outros mais ou menos cotados.

E é por isso que não vejo com bons olhos o nosso futuro. Como dizem: o que é nosso está guardado, e não é boa coisa. Esperem e confiram...

Tuesday, November 24, 2009

Nosso povo e as hienas

Não temos saúde no país, nem educação, muito menos segurança. não temos estradas; em compensação temos corrupção abundante, políticos e governantes ruins e despreparados, empregos que pagam pouco e impostos exorbitantes.

Quando são publicadas essas estatísticas sobre o nível de satisfação da população com o governo e a forma como avaliam nossos governantes eu logo lembro da piada da hiena. Vocês lembram? A hiena é um animal que só come carniça e restos de outros predadores, mantém relações sexuais só uma vez por ano e vive rindo. Ri do quê?


Monday, November 16, 2009

A malvada e os bebezinhos

O recente episódio em que uma enfermeira de um hospital gaúcho foi flagrada administrando - sem a competente prescrição médica - calmantes aos bebes do berçário é só mais do mesmo. O assunto ecoou - e não poderia ser de outra forma - como mais um desses fatos que nos atestam o quanto é capaz de atrocidades essa nossa dita humanidade.

Todos se perguntam: - Como é possível que existam pessoas com essa índole? Todos tem razão, é mesmo algo incompreensível e intolerável. O que nem todos perceberam - nem mesmo os que deviam por dever de ofício -, acidental ou intencionalmente, é como é que alguém que trabalha em uma função de tamanha responsabilidade não sofre a mínima fiscalização de quem quer que seja.

Não há indústria nem qualquer atividade organizada que prescinda da figura de um supervisor, de alguém responsável por um controle de qualidade. Dizem que a enfermeira malvada já praticava - ou suspeitam que praticava - as suas maldades há mais de dois anos. Como foi possível a ela retirar remédios da farmácia do hospital sem prestar contas a ninguém?

Se para cuidar de um parafuso, algo que também é importante, pois pode representar futuramente a segurança de algum equipamento, veículo, máquina, existe um rígido controle de qualidade, porque a qualidade do trabalho, do serviço que se presta no cuidado de indefesos bebezinhos não requer a mesma atenção? O mesmo apreço?

São essas coisas que me fazem recordar o que dizia Einstein: "Só há duas coisas infinitas no mundo: O universo e a estupidez humana. E, quanto ao infinito, eu ainda não tenho certeza absoluta".