Friday, October 31, 2008

Em boca fechada e em mão aberta

Eu confesso! Sofro de incontinência ao escrever, não poupo palavras, não poupo parágrafos. Se não escrevo bem, ao menos escrevo muito. E, sem falsa modéstia, pouca coisa desse muito é encheção de lingüiça, a grande maioria dos meus escritos são temas razoáveis, assunto que podem ser condiderados - com alguma boa vontade - até interessantes.

O ato de correr da pena (?) me é agradável, gosto de formar parágrafos, estruturas frasais, escolher os termos de uma expressão como quem garimpa ouro na ganga. Nem sempre consigo obter o meu intento, mas tento.

Mudando de assunto, depois das eleições - sempre é bom escolher o momento mais conveniente - nosso Lula da Silva resolve visitar a ilha de Fidel. Sempre é tempo de tomar um bom banho revolucionário, posar com o manto dos que lutaram para implantar a ditadura do proletariado, falar alguns impropérios contra os imperialistas americanos e blá, blá, blá, blá.

Nosso presidente "mão aberta" aproveitou para anunciar vários investimentos brasileiros na ilha - deve estar sobrando dinheiro ou é porque, quem sabe?, não temos mais problemas aqui no Brasil para resolver. Típico dinheiro bom - e, pior, dinheiro público, nosso! - investido em coisa ruim, como, aliás, tem sido todos os investimentos Lulistas feitos na América Latina.

Emprestar dinheiro para esses ditadorezinhos mequetrefes latino-americanos é o pior dos negócios, legítima roubada - literamente! O resultado é uma sucessão de calotes e maus tratos vindos de todas as partes com a acusação de que o país é "imperialista". Agora mesmo, a Petrobrás parte para outra aventura na ilha paraíso castrista. Quanto tempo demorará para tomar "um pé na bunda" a exemplo do que ocorreu na Bolívia?

Esses ditadorezinhos de araque só aguardam a conclusão dos investimentos, quando a lavra do petróleo está pronta e produzindo, eles resolvem "renacionalizar" os investimentos na área. E, outro pontapé! Não acredito que exista boa fé, nem de uns, nem de outros. É difícil acreditar que o nosso sábio presidente não saiba o que vai acontecer num futuro próximo. Coisa do tipo: "Eu finjo que empresto e você finge que vai pagar um dia".

(Publicado originalmente no http:atirapalavra.blogspot.com)

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