Isso durou um certo tempo, necessário para que os exércitos pudessem se instalar e mandar os locais para... para algum lugar que não atrapalhassem o saque. Dalí para a frente não receberam mais nem o "precioso" vidrilho. Os civilizados carregaram as riquezas existentes no lugar, carregaram até aqueles "quase" gente como escravos; enfim, tudo que tinha algum valor foi levado.
Passaram-se séculos. Os mercados civilizados estavam esgotados; continuar vendendo era preciso, mas para quem? Foi quando alguém teve uma idéia! Vamos globalizar o globo? Vai funcionar assim: de hoje em diante fica decretado que todo mundo vai poder vender espelhinhos para todo mundo.
Os civilizados fabricavam os espelhinhos e os brutos - que gostavam deles - deveriam comprá-los. Era um plano perfeito, a prova de falhas! Surgiu um problema! Não havia mais ouro nem prata, aqueles metais inúteis, muito menos os diamantes brutos e feios. Os brutos - não os diamantes, as gentes - resolveram pagar com produtos agrícolas.
Foi aí que começou a vazar e a murchar a globalização: os civilizados só queriam vender, não queriam comprar agricultura de bruto nenhum. Daí resolveram inventar uma tal de Organização Mundial do Comércio para dirimir as divergências e obrigar os brutos - que também amam, e muito! - a comprarem os espelhos sem venderem seus verdes...
O resultado deu hoje na imprensa:
"Os 149 países membros da OMC terão que se contentar em suspender por tempo indefinido os esforços para instaurar uma nova ordem comercial mundial, após o fracasso nesta segunda-feira em Genebra das negociações entre as seis grandes potências da organização"


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