domingo, dezembro 06, 2009
Loser
quinta-feira, novembro 26, 2009
Sentimentos
O sentir basicamente se opõe à razão. Isso não quer dizer que todo o sentimento seja irracional, mas que todo o sentimento não precisa da aprovação da razão, ou de nenhuma lógica que não seja o do próprio sentir. Essa liberdade é que nos possibilita, por exemplo, gostar de alguém à primeira vista - essa afeição nascida no primeiro olhar resiste a qualquer tentativa de uma explicação lógica que o valide.
Eu costumo dar muito valor aos meus sentimentos. Até mesmo para aqueles sentimentos que invadem o terreno reservado primordialmente para a razão, para a lógica. Gostar por gostar, ou desgostar por desgostar é o típico caso disso que falo. Normalmente uso uma figura metafórica para explicar o inexplicável: digo que tal coisa ou pessoa "não me cheirou bem". É o uso indevido do sentido do olfato.
Pior - ou melhor - é que dificilmente me engano - e não afirmo apenas por retórica, mas baseado nessa minha "inexplicável sensibilidade olfativa" que quase sempre acerta nos seus palpites sobre o caráter da coisa ou pessoa julgada. Assim foi com várias personalidade importantes da nossa época: Bush, Chávez, Lula, Tarso, Delúbio, Dilma e tantos outros mais ou menos cotados.
E é por isso que não vejo com bons olhos o nosso futuro. Como dizem: o que é nosso está guardado, e não é boa coisa. Esperem e confiram...
terça-feira, novembro 24, 2009
Nosso povo e as hienas
segunda-feira, novembro 16, 2009
A malvada e os bebezinhos
sexta-feira, outubro 30, 2009
O bem e o mal
Diz o refrão popular: "Para que o mal vença basta que o bem se omita". E esse é o quadro que normalmente enfrentamos na nossa sociedade: a grande maioria se omite em presença do mal. Não é comigo, não tenho nada com isso, não fui, não vi nem ouvi, uma sucessão de negativas para se esquivar ou assumir qualquer tipo de responsabilidade.
Deixamos para que os outros (outros quem?), para que o governo (onde? qual? quem?), para quem de direito, enfim, deixamos para lá... A palavra para isso é omissão. Existe também um sentimento errado: confundimos obrigação de comunicar ou agir diante do que é errado com deleção - e a não delação do que é ilegal, imoral (ou engorda) é estimulada como se fosse algo a ser cultivado e comemorado.
Essa coisa de que existe gente boazinha, bem educada etc e tal é balela. Lamento muito informar, sou um cara viajado, já corri esse mundo e constatei o seguinte: não existe povo ordeiro ou desordeiro, existem os bem policiados e os mal policiados. O que isso quer dizer? Que ninguém (ou a massiva maioria) não faz o certo porque é certo, mas por medo de que seja punido por agir mal.
Nos locais onde reina a impunidade e a omissão, o mal, o crime prospera. Como aqui na nossa terra. Aqui onde as leis são pífias, onde a impunidade reina e onde todos se omitem republicanamente. Se os políticos roubam, se os comerciantes sonegam, se alguém agride, rouba, destrói, enfim, sejam quais forem as maldades, só temos uma resposta: Não tenho nada com isso...
sábado, outubro 10, 2009
Pois é...
quarta-feira, setembro 16, 2009
There's no Free Lunch
sábado, agosto 08, 2009
Pau puro
terça-feira, maio 19, 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
Muita bala e pouco tiro...
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
A mentira politizada
Mentira é mentira. Verdade. Isso é o óbvio e é a lógica que rege a vida dos comuns mortais. Na política nada é tão mentiroso que não possa receber uma maquiagem para passar por verdade. Verdade. Escuto de várias bocas petistas a afirmação de que não há um palanque montado para a companheira Estela, para mãe Dilma de Painho.
Mentira. Todo mundo sabe que a ministra está no palanque há mais de um ano, e está ao lado de Painho. Tanto sabem que a própria "mãe" já admitiu o fato. Mas mesmo essa descarada mentira pode receber uma necessária e sofisticada maquiagem para tentar fazer a trolha nos descer garganta a baixo. Para os mais metidos a besta a coisa soa como uma ofensa, um achincalhe à inteligência.
Mas não é só a lógica, a ética entre os políticos também não funciona da mesma forma que a ética dos comuns dos mortais. Tudo o que é considerado procedimento condenável na vida dos comuns dos mortais, não o é, necessariamente, considerado da mesma forma no mundo "deles", no mundo dos políticos.
Está aí o senador Jarbas Vasconcelos que não me deixa mentir.
domingo, fevereiro 15, 2009
Contradições da Democracia
Qual a melhor política: a que garante um país melhor no futuro ou a que garante a reeleição nas próximas eleições? Governa-se para melhorar a vida do povo ou se concede benécies a esse mesmo povo para garantir o voto e a próxima reeleição? Esse é um dos dilemas da democracia, o chamado melhor regime entre os piores, sempre agravado, é claro!, quando o povo detentor do poder de votar é pouco instruído.
Como provar que, muitas vezes, uma medida aparentemente benéfica é só uma forma de manter o povo tutelado e sob controle? Como retirar uma benécie ou impor uma restrição sem ser antipopular? Qual partido assume o poder e passa a pensar numa política para dirigir um estado e não uma forma de continuar no poder?
Dizem que uma boa gestão é garantia para a reeleição. Pode ser, desde que o povo entenda que, muitas vezes, a medida impopular é que vai garantir o futuro da nação e, por via de consequencia, o das próximas gerações.
Mas podemos condenar os egoístas e os imediatistas? Quem ainda acredita nessa promessa infinita de um país do futuro?
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
O Policial e o Juiz de Futebol
Ninguém gosta quando seu time perde e menos ainda quando algum ente querido morre. O árbitro tem que analisar o lance em frações de segundo e dar o seu veredito: foi penalidade máxima ou não? O policial conta com a mesma fração de segundo para ver a arma na mão do marginal e decidir se cabe a legitíma defesa ou não. Seu veredito normalmente tem o poder de decretar a morte de um dos dois: a do marginal ou a do policial.
As partidas de futebol são transmitidas pela televisão e geram gravações que servem para posterior checagem do acerto do árbitro. Depois, como é comum, vários "entendidos" se unem para analisar - após reiterados "replays" do lance - se o juiz acertou ou não. As operações policiais, na sua maioria, não possuem testemunhas oculares nem gravações.
Recebi há algum tempo um email de um amigo da polícia norte-americana onde se pode assistir a uma cena em que um policial rende um suspeito. O suspeito começou uma ação com a intenção de colocar a arma com a mão esquerda no chão. Repentinamente o suspeito é atingido por vários disparos vindo de um outro policial colocado às suas costas.
A sensação inicial é de que os tiros foram precipitados e desnecessários. Olhando a cena em detalhes entretanto, é possível perceber que, enquanto com uma das mãos faz o gesto para depositar a arma, com a outra o suspeito saca outra arma colocada nas costas. Se o trabalho não fosse em equipe, se o outro policial não tivesse percebido o gesto, seu parceiro estaria morto.
Na vida real não tem replay.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Ter e Não Ter
Nem tudo é preciso ter para ser feliz. Muitas vezes o fato de não ter é suficiente. Parece óbvio, mas o difícil é perceber a importância de alguma na sua ausência. Dentre o mais sensível podemos citar a dor. Ninguém valoriza o fato de não ter uma dor até o momento em que passa a ter uma dor de dente num final de semana (essas coisas sempre acontecem nos fins de semana!).
Outra coisa simples é o silêncio. Eu costumo trabalhar enquanto escuto rádio, ou a televisão. Muitas vezes, depois de algum tempo, o ruído de certas músicas, dos programas, comerciais, etc, irritam de uma forma absurda sem que você perceba, até o momento em que você pressiona o botão e desliga a fonte de ruído. O silêncio que reina depois é de ouro!
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Indio não quer só terra, índio quer estado
Os índios da etnia Tembé abandonaram o Fórum Social Mundial em Belém/PA. Os indígenas alegaram que não encontraram eco para suas reivindicações e que as acomodações no local do evento não eram das melhores. Reclamaram, ainda, da falta de interlocutores para tratarem da "falta de investimento estatal nas aldeias".
Reclamaram da lona que os abrigou nas barracas no fórum, reclamaram do grande calor, da falta de qualidade da comida oferecida e da falta de investimento dos governos em saúde e educação nas comunidades indígenas. Como se vê, dentro do espírito do fórum, índios não querem só demarcações de terra, índios também querem um estado presente.
Interessante posição e que se contrapõe aos defensores do purismo no tratamento as comunidades silvícolas. Se engana quem pensa que os índios desejam grandes reservas de terras para continuarem vivendo segundo as suas melhores tradições milenares. Os índios também querem Mobral, Faculdade de Direito e INSS.
Afinal, quem não gosta de um estado "painho" que supra todas as suas necessidades?
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Gotas Preciosas
Se fosse para escolher um antônimo para a expressão eu optaria por “aos baldes”, para dar aideia de alguma coisa que se obtém em grande quantidade e, por isso mesmo, sem um grande valor. Eu usaria a ideia de balde para se contrapor à de gota.
Vivemos numa época em que as notícias não vem em gotas, mas em baldes, pela necessidade de preencher a pauta dos noticiários com material jornalístico. Não sou jornalista, nem ao menos conheço a matéria, mas acompanhando qualquer espécie de jornal noto que o conceito do que seja matéria jornalística anda muito amplo.
Jornais televisivos e que permanecem 24 horas no ar, são obrigados a “cavar” notícias para os noticiários que se repetem a cada hora. Não existem fatos, mesmo transpondo todas as barreiras geográficas, que dê conta do recado. Resultado: um garoto que se perdeu da mãe num shoping doCazaquistão vira manchete aqui.
São milhões - e são literalmente milhões! - de sites na Internet se encarregam de espalhar as notícias ao redor do mundo. Hoje o que acontece no bairro, na rua já vira notícia instantaneamente e, não demorará muito , para que os acontecimentos de cada casa também se tornarem.
A grande notícia é que as notícias perderam a relevância, qualquer fato corriqueiro - bobagens! - e trivial está parando nas manchetes. Os fatos de alguma relevância passam a ser repetidos à exaustão, as manchetes tradicionais nem se fala. Esse é o caso típico do exagero, quando o mais é acaba sendo menos.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Eu só queria entender...
Não sei se é implicância minha, falta de paciência, quem sabe? Você vai até uma locadora e aluga um filme, um DVD. E você vai porque não quer compactuar com o mercado pirata, sabe que poderia muito bem comprar num camelô o mesmo filme por menos do que irá pagar pelo valor do aluguel, sem ter que voltar a locadora para a devolução.
Você traz o filme para casa, depois das tarefas, de banho tomado, relaxa numa boa poltrona e coloca-o no aparelho de DVD. Primeiro aparece uma propaganda contra os DVDs piratas. Você não tem nada com isso, seu filme é quente. Escuta aquele papo furado, a mentira de que DVD pirata "estraga o seu aparelho", mas, enfim, tudo bem...
Depois entra um aviso em inglês, que você nem lê, já sabe que é aquele papo sobre os crimes que são cometidos e o enquadramento legal a que está sujeito quem assiste, compra, loca, empresta, etc e tal DVDs piratas, mas, enfim, o seu DVD é quente, tudo bem...
Depois entram o mesmo aviso em espanhol e português. Mais do mesmo... Depois entra um aviso em inglês dizendo que as opiniões retratadas e comentadas no filme não representam a opinião da produtora e distribuidora. Os avisos se repetem em espanhol e português. Enfim, tudo bem...
Depois começa um série de traillers, os quais você tenta passar com o controle do DVD, mas um sinal tipo de trânsito, em vermelho, indica que você é obrigado a assistir a quatro ou cinco traillers. Enfim, você manda tudo a merda, desliga o aparelho e, irritado, vai dormir...
quinta-feira, janeiro 22, 2009
A verdade e os números
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Yes, We can almost everything
Esse excesso de expectativa no sucesso - ou a urgência desse sucesso - do futuro governo aumenta muito a pressão sobre Obama, apressando a adoção de medidas corretivas nos dois principais problemas que o país vem enfrentando: os desvios na política econômica e na política de relações internacionais do país.
Embora o bom senso recomende que não se deve esperar milagre de quem não é santo, nessas horas de crise todos tendem a esquecer os mandamentos da razão e do juízo. Depositando fundadas e infundadas esperanças numa mudança mágica, norte-americanos e não ianques esperam por São Barack.
Dizem que quanto maior o pedestal, maior o tombo. Se a responsabilidade ao erigir tão alto grau de espectativa não é só de Obama, o seu lema vitorioso, o positivismo contido no "Yes, We can!" acendeu o desejo e acenou para o povo com a possibilidade de que tudo é possível. Acreditar na impossibilidade do impossível é o primeiro passo para a decepção.
Uma outra face da moeda é a realidade de que nem tudo é possível a um presidente, isso porque, independente da sua vontade, existem forças maiores e mais fortes do que o poder presidencial. Querer não acreditar nisso é acreditar em contos de fadas. São famosos os fracassos e os desastres dos presidentes que quiseram mandar mais do que podiam ou deveriam...
Todos anseiam e esperam pelas mudanças, mas o próprio Obama já tem alertado que "nem tudo será fácil, nem tudo será imediato, só bastou afirmar o óbvio, nem tudo será possível. Seu verdadeiro lema deveria ser "Yes, We can almost everything!".

